segunda-feira, 5 de março de 2012

MATERIAL DO CONCURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSOR DA REDE ESTADUAL DE SP


Jussara Maria Lerch Hoffmann

Nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul. Com nove anos mudou-se para Porto Alegre, passando a estudar no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, onde cursou o Normal. Foi professora primária, professora de português no ensino médio e coordenadora pedagógica do Colégio Bom Conselho e de escola pública de Porto Alegre. Com formação em Letras pela UFRGS, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou o Mestrado em Educação/Avaliação na UFRJ. No seu regresso a Porto Alegre, atuou na Delegacia de Educação/SEC, na PUCRS - como docente em Metodologia do Ensino Superior -, ingressando na Faculdade de Educação da UFRGS, por concurso, em 1986.



Nesta universidade, desenvolveu estudos e pesquisas em avaliação e educação infantil e aposentou-se como Professora Adjunta em 1996 para fundar e assumir a Direção da Editora Mediação - onde atua até este momento, responsável pela seleção de obras, projeto editorial e revisão técnica, com mais de 150 obras editadas.

Em paralelo à Direção da Mediação, ao longo desses anos, Jussara vem dando continuidade a sua tarefa de educadora como conferencista e consultora educacional, tendo atuado em mais de 500 congressos e eventos no país e no exterior.

A autora tem hoje doze livros publicados sobre o tema além de inúmeros artigos em revistas, com o conjunto de suas obras superando a marca de 300 mil exemplares vendidos no país.

Jussara é casada com Nelson, tem três filhos já casados e três maravilhosas netas.

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬ CURRICULUM VITAE

 Curso Normal pelo Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho em 1969.

 Graduada em Letras pela UFRGS em 1974;

 Mestre em Avaliação Educacional pela UFRJ em 1981;

 Professora e Coordenadora Pedagógica de Escolas Particulares e de Escolas Estaduais de 1968 a 1980;

 Assessora de Delegacia de Educação do RS de 1981 a 1986;

 Curso de Extensão em Supervisão Educacional pela UFRGS em 1984.

 Professora da PUC-RS - Curso de Metodologia do Ensino Superior - de 1982 a 1986;

 Professora Adjunta da Faculdade de Educação da UFRGS (aposentada) de 1986 a 1996;

 Curso de Doutorado (sem dissertação) pelo PGEDU-UFRGS de 1994 a 1996;

 Conferencista e Assessora em Educação da Rede Pública e Particular de Ensino de todas as regiões do país desde 1986, com a participação em aproximadamente 500 eventos educacionais no país e no exterior;

 Coordenadora do PAAE - Programa de Assessoria em Avaliação Educacional - desenvolvido desde 1996 e com a formação de mais de 300 educadores do país.

 Fundadora e Diretora Editorial da Editora Mediação de Porto Alegre / RS;

 Membro da Câmara Rio-Grandense do Livro;

 Membro do Clube dos Editores do Rio Grande do Sul;

 Autora de artigos em inúmeras revistas acadêmicas;

 Participação em inúmeras entrevistas p/jornais, periódicos semanais, e programas de TVs educativas;

 Autora/Coautora e Organizadora de livros publicados pela Editora Mediação:

 Avaliação Mito & Desafio (1991- 36ª Ed.);

 Avaliação Mediadora (1993 - 26ª Ed.);

 Ação Educativa na Creche (Org.) (1995 - 7ª Ed.);

 Avaliação na Pré-Escola (1996 - 13ª Ed.);

 Pontos e Contrapontos (1998 - 9ª Ed.);

 Avaliar para Promover (2001- 8ª Ed.);

 Grandes Pensadores em Educação (Coautora) (2001- 3ª Ed.);

 Avaliando Redações (2002);

 Práticas Avaliativas e Aprendizagens Significativas (Org.) (2003 - 4ª Ed.)

 O Jogo do Contrário em Avaliação (2005- 2ª Ed.)



AVALIAR

respeitar primeiro, educar depois.

Jussara Hoffmann

SUMÁRIO

Introdução - Marcas de uma trajetória

Respeitar primeiro, educar depois.

Procuram-se professores

Um passo pra frente, dois pra trás.

Um apagão na educação

Os pais na escola: participar ou decidir?

Professor sem stress?

Volta às aulas: alunos ou pessoas, professor?

Tempo de admiração e não de reprovação

Acesso ou permanência?

Enturmação

A escola quer alunos diferentes?

Mãe, passa pela minha escola?

Relatórios de avaliação 1: compreender e compartilhar histórias

Relatórios de avaliação 2: do agir ao pensar na formação docente

Avaliação mediadora é formativa?

Educar primeiro para não aprisionar depois!

Infância atropelada

Dizer não ou educar para o não?

Leitura e avaliação: nas entrelinhas dos textos e contextos

Brasil: um país de leitores?

Aprender a ler ou gostar de ler?

Entrevista: por uma mudança efetiva da avaliação

Entrevista: práticas avaliativas e instrumentos de avaliação





6ª ed. 176 p.

O JOGO DO CONTRÁRIO EM AVALIAÇÃO

Jussara Hoffmann

O título deste livro revela o posicionamento da autora frente às práticas avaliativas excludentes e ainda vigentes no país. Ela propõe que os educadores experimentem fazer o contrário do que vêm fazendo no sentido de não comparar os alunos, de prestar atenção em cada um deles, de reinventar as práticas avaliativas para não deixar nenhum estudante sem aprender. De forma didática, desenvolve a ação avaliativa em três tempos; tempo de conhecer bem os alunos, tempo de compreender seus jeitos de aprender e tempo de mediação. Suas considerações teóricas aparecem exemplificadas com interessantes estudos de casos e outros exemplos.

SUMÁRIO

Parte I

Entre claros e escuros da avaliação

Avaliação formativa ou avaliação mediadora?

Processo subjetivo e multidimensional

Uma ação em três tempos

Uma concepção formativa e mediadora

As contribuições de Piaget e Vygotsky

O papel mediador do professor

Aprender ou não aprender?

Com que critérios avaliamos?

Leituras positivas e negativas

O aprender sem complementos

Evolução e conjunto das aprendizagens

O aprender e o desejo de aprender

Respeitar ou valorizar as diferenças?

Cuidados especiais

Uma pedagogia do contágio

Quantidade ou qualidade em avaliação?

Qualidade e aprendizagem:

conceitos multidimensionais

Da observação à ação reflexiva:

relatórios e dossiês

Relatórios: compreender e

compartilhar histórias de vida

Relatórios: do pensar ao agir na formação docente

Sistema de avaliação é causa

ou consequência do fracasso escolar?

A discussão sobre regimes não seriados e reprovação

Sobre o princípio de não reprovar

Acesso e permanência na escola

Movidos pela aprendizagem?

Parte II

Fazendo o jogo do contrário em avaliação

O jogo do contrário em avaliação

Observar aluno por aluno

Os "difíceis" estudos de caso

Avaliação mediadora em três tempos

Tempo de admiração: conhecer para

justificar o "não sido" ou compreender

para promover oportunidades?

O princípio de compreender

O exercício do aprendizado do olhar

O compartilhamento do olhar avaliativo

A multidimensionalidade do olhar

E o que se admira afinal dos e nos alunos?

A perigosa prioridade às questões atitudinais

Valoração objetiva e subjetiva: um olhar em ação

Autoavaliação: um olhar que "realiza" o próprio aluno Conselhos de classe: compreender para encaminhar?

Arquivos e registros: constituindo histórias

Leitura positiva com apoio multidisciplinar

Tempo de reflexão: corrigir tarefas

ou interpretar situações de aprendizagem?

Interpreta-se para compreender

Tempo de reflexão: entrelaçando olhares

Sobre o cenário avaliativo

Sobre as relações afetivas

Mediando a aprendizagem da leitura e da escrita

Sobre a dinâmica das aprendizagens

Análise dos avanços e necessidades percebidas

Percursos possíveis de um olhar reflexivo

A qualidade dos instrumentos de avaliação

O tempo de reflexão e a dimensão do sensível

Tempo de reconstrução: avaliar para

aprovar e reprovar ou formar para vida?

A experiência dos países que avançaram

Finlândia: a leitura em primeiro lugar

Malásia: diversidade e multidimensionalidade

Experiências em avaliação mediadora no país

Relatos de casos

Sobre o inédito-viável







14ª ed. 144 p.

AVALIAR PARA PROMOVER

as setas do caminho

Jussara Hoffmann

O livro apresenta os cinco princípios essenciais da avaliação mediadora no sentido da efetiva promoção da aprendizagem e das múltiplas dimensões do fazer avaliativo. Estabelecendo relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos de aprendizagem, Jussara desenvolve fundamentos teóricos e ilustra com exemplos práticos temas como a mediação, a questão do tempo em avaliação, a elaboração de testes, a correção das tarefas avaliativas, as ações de intervenção, os registros de avaliação e outros.

SUMÁRIO

Introdução

Buscando caminhos

Rumos da avaliação neste século

A avaliação a serviço da ação

Para onde vamos?

Uma ação que se projeta no futuro

Regime seriados versus regimes não seriados

Provas de recuperação versus estudos paralelos

Conselhos de classe versus "conselhos de classe”

Uma atividade ética

As reformas educacionais

A participação das famílias

A educação inclusiva

Outra concepção de tempo em avaliação

O aprendiz determina o próprio

tempo de aprendizagem

Cada passo é uma grande conquista

Todo aprendiz está sempre a caminho

É importante refletir a cada passo

A Autoavaliação como processo contínuo

As múltiplas dimensões do olhar avaliativo

Delineando objetivos

Aprofundando e ampliando o olhar

A análise qualitativa: múltiplas dimensões

O plano epistemológico

Os conteúdos

O cenário da avaliação: atividades

Perguntar mais do que responder

Transformar respostas em novas perguntas

Avaliação e mediação

A dinâmica do processo avaliativo

Mediando à mobilização

Qual o papel do educador/avaliador?

A investigação de concepções prévias

Como mediar o desejo e a necessidade de aprender?

Mediando a experiência educativa

Estratégias de aprendizagem

Atividades diversificadas ou diferenciadas?

Mediando a expressão do conhecimento

Tarefas gradativas e articuladas

Respeito às diferentes formas de expressão

Uma postura reflexiva do aluno e do professor

Registros em avaliação mediadora

Instrumentos a serviço das metodologias

Critérios de correção de tarefas

Alguns cuidados na elaboração de tarefas avaliativas

Orientações gerais

Questões dissertativas

Questões objetivas

Revisão de testes e tarefas

Dossiês, portfólios, relatórios de avaliação.

Alterações nos regimentos escolares

Registros qualitativos

O significado dos registros para os professores

Instrumentos a serviço das metodologias

Instrumentos a serviço das metodologias

Critérios de correção de tarefas

Alguns cuidados na elaboração de tarefas avaliativas

Orientações gerais

Questões dissertativas

Questões objetivas

Revisão de testes e tarefas

Dossiês, portfólios, relatórios de avaliação.

Alterações nos regimentos escolares

Registros qualitativos

O significado dos registros para os professores







41ª ed. 104p.

(Em formato de bolso)

AVALIAÇÃO MITO E DESAFIO

uma perspectiva construtivista

Jussara Hoffmann

O primeiro livro da autora, "Best seller" no país, introduz a sua teoria de avaliação mediadora. Tem por objetivo desafiar o mito da avaliação classificatória e ressignificar essa prática como acompanhamento da construção do conhecimento dos alunos. Apresentando vários exemplos de situações vividas em escolas, Jussara consegue mobilizar o leitor a refletir sobre suas concepções e a indagar-se acerca do verdadeiro significado da ação avaliativa, trazendo a todo o momento exemplos vivos de sua experiência como professora e avaliadora da educação infantil à universidade.

SUMÁRIO

Apresentação

Prefácio

Danilo Gandin

Avaliação e construção do conhecimento

A avaliação: um monstro de várias cabeças

A dicotomia educação e avaliação

Configurações teóricas

Avaliação: mito e desafio

Uma concepção em discussão

Influências do modelo de Ralph Tyler

Desafiando o mito

Imprecisões da terminologia:

o significado do testar e medir

O significado das notas e conceitos

O uso equivocado dos testes

A injustiça da precisão

Avaliação enquanto mediação

Uma concepção de erro construtivo

Fazer e compreender

Corrigir, por quê?

Linhas norteadoras

Avaliação na educação infantil?

Um ato de reflexão sobre a criança

Negações que se perpetuam na educação infantil

Os elos da corrente: observação e reflexão

Encaminhando uma proposta

Por uma ação libertadora

Em oposição à visão liberal

Conselhos de classe: burocracia ou cooperação?

Imagens representativas de avaliação







31ª ed. 160p.

(Em formato de bolso)

AVALIAÇÃO MEDIADORA

uma prática em construção da pré-escola à universidade

Jussara Hoffmann

Como efetivar uma avaliação mediadora diante das condições atuais do ensino? Esta pergunta recorrente dos leitores do primeiro livro da autora suscitou esta segunda publicação. Em resposta a esta questão, Jussara Hoffmann apresenta práticas avaliativas desenvolvidas em vários segmentos do ensino, da educação infantil à universidade, analisando e aprofundando fundamentos básicos da avaliação mediadora quanto à metodologia, à correção de testes e de tarefas avaliativas, ao papel mediador do professor, à elaboração de testes e de registros/relatórios de avaliação.

SUMÁRIO

Introdução

Por uma escola de qualidade

Avaliação classificatória e ensino de qualidade?

Provas e notas: redes de segurança dos professores

Sucesso na escola e desenvolvimento do educando

As charadas da avaliação

Por que um aluno não aprende?

Os responsáveis pelo fracasso:

professor, aluno ou sociedade?

O compromisso do professor

diante das diferenças individuais

Uma visão construtivista do erro

A questão da subjetividade nas tarefas avaliativas

Gabaritos do professor ou entendimentos do aluno?

Uma prática mediadora em construção

Por que corrigir, professor?

A correção na expectativa

dos pais, alunos e professores

Correção ou coerção?

Aceitar versus valorizar

Professor, meu trabalho é nota 10?

O erro não é um pecado!

Relatórios de avaliação

O privilégio a questões

atitudinais na prática tradicional

Elaborando relatórios de acompanhamento

Avaliação mediadora no

ensino médio e no ensino superior

Posturas conservadoras

Alunos desinteressados e desatentos?

Tempo e disponibilidade: entraves do processo?

O diálogo professor/aluno

O acompanhamento individualizado

A formação de um profissional competente círculo amplia-se!

Uma experiência no ensino superior

Um projeto em desenvolvimento no ensino médio

A avaliação mediadora em prática de ensino

Avaliação mediadora: uma postura de vida!

O resgate do cotidiano

A formação teórica

O ressignificado da avaliação na escola





10ª ed. 152 p.

(Em formato de bolso)

PONTOS E CONTRAPONTOS

do pensar ao agir em avaliação

Jussara Hoffmann

Pontos e contrapontos é um livro de perguntas e respostas sobre avaliação mediadora e temas decorrentes. A autora reuniu, ao longo de alguns anos, as perguntas mais frequentes de professores em seminários e cursos que ministrou. Conforme sua introdução, seu objetivo é responder de maneira mais extensa e por escrito questões que não pôde responder oralmente e que são essenciais para o entendimento da concepção mediadora. As perguntas e respostas estão organizadas em capítulos de acordo com a incidência dos temas que deram origem às perguntas e se dirigem a todos os segmentos do ensino.

SUMÁRIO

Introdução

Novos olhares sobre avaliação

Por que é tão difícil mudar a imagem da avaliação?

Por que os alunos diferentes são considerados

incapazes?

Como levar os professores a "novos olhares"

sobre essas diferenças?

A competitividade na escola não estaria preparando

os alunos a viver em nossa sociedade?

Como respeitar a história de cada aluno

e acompanhá-lo em suas necessidades?

Fala-se em um "possível" quando se pensa em

redesenhar a prática avaliativa em nossas escolas?

A avaliação e a Lei de Diretrizes

e Bases da Educação

O que diz a LDB sobre avaliação?

É possível diminuir a distância entre o que

a Lei estabelece e a prática nas escolas?

Qual o significado, na prática, da prevalência

dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos?

Estamos preparados para desenvolver regimes

não seriados no Brasil?

Contribuições da teoria de Piaget

à perspectiva mediadora

Por que permanece tão forte nas escolas

a prática de aulas expositivas e de prova final?

Como conquistar a participação dos alunos?

Como lidar com a questão do desinteresse do aluno

em vencer suas dificuldades?

Formação dos professores em avaliação

Como agir frente à resistência dos professores que defendem os métodos tradicionais de avaliação?

Em que medida evoluiremos se as licenciaturas

ainda revelam uma prática classificatória?

O modelo classificatório vivido pelos professores

em formação não é mais forte do que a teoria?

Mitos da avaliação no ensino médio

e no ensino superior

Como acreditar na mudança nas escolas se a prática

na universidade é a mais tradicional de todas?

Em que medida outra prática avaliativa garantiria

a formação de um profissional competente?

Por que se faz um teste ou se propõe uma tarefa

ao estudante?

O que se faz com as respostas obtidas?

O ensino da matemática e a questão da avaliação

Existem experiências de avaliação mediadora

em matemática ou nas disciplinas denominadas exatas?

Avaliação mediadora e prática de ensino:

reflexos no pensar e no agir da estagiária

Como a autora desenvolve a avaliação mediadora

com seus alunos na universidade?

Como os alunos reagem a um

processo avaliativo mediador?

Como atribuir conceitos a partir

de um processo mediador?

Uma postura mediadora diante

dos testes em educação

Qual a finalidade das provas e testes

numa concepção mediadora?

O que significa interpretar no lugar de corrigir?







16ª ed. 72 p.

AVALIAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA

um olhar sensível e reflexivo sobre a criança

Jussara Hoffmann

Avaliar crianças exige dos educadores muita observação, reflexão, registros diários e, sobretudo, grande sensibilidade. Esses são os pontos que se destacam neste livro, já considerado um clássico da coleção. Nele, Jussara Hoffmann defende que não devemos pensar na avaliação como um ato classificatório, mas como acompanhamento e promoção do desenvolvimento.

A autora apresenta estudos sobre o desenvolvimento infantil, sobre a utilização de pareceres descritivos e encaminha procedimentos para a elaboração de relatórios de avaliação. Indicado para educação infantil e séries iniciais.

SUMÁRIO

Apresentação



Avaliação no contexto da educação infantil



Pressupostos básicos da avaliação



Avaliação e desenvolvimento infantil



O espaço pedagógico e a avaliação mediadora



Recortes do cotidiano



Um olhar sensível e reflexivo sobre a criança



Pareceres ou relatórios: uma análise crítica



Elaborando relatórios individuais de avaliação



Relatórios diários e gerais: reflexão sobre a ação



A título de conclusão



Referências







9ª ed. 64 p.

AÇÃO EDUCATIVA

na creche

Jussara Hoffmann e Maria Beatriz da Silva (Orgs.).

Primeiro da série, este caderno é inédito no tema. Apresenta uma coleção de textos sobre a ação educativa com crianças de zero a quatro anos. Um grupo de professoras de escolas infantis, orientadas por Jussara Hoffmann e Maria Beatriz G. da Silva, relatam atividades desenvolvidas e apresentam reflexões sobre a ação educativa desenvolvida com crianças de diferentes idades: planejamento das atividades, preparação de materiais, organização do ambiente, ações das professoras e a reação das crianças em diferentes momentos. Leitura importante para a ação educativa com essa faixa etária por pais e educadores.

SUMÁRIO

Apresentação



Ação educativa na creche - Jussara Hoffmann e Maria Beatriz G. da Silva



Bebês também gostam de histórias (crianças de 4 a 11 meses) - Márcia Luciana Menegat



Ampliando horizontes (crianças de 4 a 11 meses) - Márcia Luciana Menegat



Descobrindo as caixas (crianças de 4 a 12 meses) - Débora Borba Rosa



E os rolos da mamãe? (crianças de 4 a 12 meses) - Débora Borba Rosa



Saco – surpresa (crianças de 4 a 18 meses) - Thayse Reis Branco



Móbiles (crianças de 4 a 18 meses) - Thayse Reis Branco



Conhecendo meu corpo através do espelho (crianças de 4 a 18 meses) - Lúcia Helena Kunze Vieira



Vamos guardar os brinquedos? (crianças de 4 a 18 meses) - Lúcia Helena Kunze Vieira



Fazendo música (crianças de 4 a 18 meses) - Cristina Gil de Souza



Bricando com potes e frascos vazios (crianças de 4 a 18 meses) - Cristina Gil de Souza



Na caixa de areia (crianças de 12 a 18 meses) - Adriana Pereira



Descobrindo o próprio rosto no espelho (crianças de 12 a 18 meses) - Adriana Pereira



Cortinas e fantoches (crianças de 1 a 2 anos) - Rosana Prates de Fraga



Bambolês (crianças de 1 a 2 anos) - Rosana Prates de Fraga



Vamos fazer uma banda? (crianças de 1 a 2 anos) - Melissa Oliva



Uma manhã inteira brincando com revistas (crianças de 1 a 2 anos) - Melissa Oliva



Era uma vez (crianças de 1 a 2 anos) - Adriana Caporal



Fazendo barulho (crianças de 1 a 2 anos) - Adriana Caporal



Na hora do lanche (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Lisiane Valente Selistre



Iniciando os jogos em grupo (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Lisiane Valente Selistre



Conhecendo os instrumentos musicais (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Denise Dallarosa Queiroz



Saboreando gelatina (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Denise Dallarosa Queiroz



Brincando de ninar (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Gilsone Móttola



Passa, passará (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Gilsone Móttola



Lixo ou brinquedo? (crianças de 1 ano e meio a 2 anos e meio) - Orizabete Aquino da Silva



Uma super-surpresa (crianças de 2 a 2 anos e meio) - Cláudia Demartini



Transformando (crianças de 2 a 2 anos e meio) - Cláudia Demartini



Dia e noite (crianças de 2 a 3 anos) - Simone Volkmer



Brincando e descobrindo através de jogos (crianças de 2 a 3 anos) - Simone Volkmer



Um circuito olímpico (crianças de 2 anos e meio a 3 anos e meio) - Patrícia Dias



Ouvindo histórias (crianças de 2 anos e meio a 3 anos e meio) - Patrícia Dias



Referências bibliográficas







5 ª ed. 120 p.

GRANDES PENSADORES EM EDUCAÇÃO

o desafio da aprendizagem, da formação moral e da avaliação.

Pedro Demo, Yves de La Taille e Jussara Hoffmann.

Quatro questões desafiam as escolas em nosso tempo: avaliação, aprendizagem, indisciplina escolar e formação de professores. Neste livro, três grandes educadores trazem valiosas contribuições em termos da escola do século XXI. Pedro Demo assina dois capítulos, destacando-se o que trata da formação continuada de professores. Yves de La Taille inclui um texto imperdível sobre violência e indisciplina nas escolas. Jussara Hoffmann analisa a dificuldade que as escolas enfrentam para renovar suas práticas e realizar mudanças efetivas em termos de avaliação.

SUMÁRIO

Apresentação

O desafio reconstrutivo político da aprendizagem

Pedro Demo

Fundamentos da aprendizagem reconstrutiva

Cenários do "Mundo de Sofia"

Objeções comuns

A pedagogia do "coletivo" e suas panaceias notáveis

Pedro Demo

A questão

Coletivo como abuso da democracia

Coletivo como abuso da aprendizagem

Coletivo como abuso da interdisciplinaridade

O lugar do coletivo

A questão da indisciplina: ética, virtudes e educação

Yves de La Taille

Moral e ética: leis e ideais

Teorias psicológicas

Personalidade moral

A vergonha

As virtudes

Moral e virtudes

Virtudes e educação

Virtudes e estética.

Avaliar para promover: compromisso deste século

Jussara Hoffmann

O dilema das mudanças em educação

Mudanças exigem "trocas de pele”

O espírito de aprendizagem permanente

O professor como sujeito das mudanças

As mudanças darão certo?

Os descobridores de caminhos

A enorme resistência às inovações em avaliação

Um processo interativo







8ª ed. 112 p.

PRÁTICAS AVALIATIVAS E APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS

em diferentes áreas do currículo

Janssen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann e Maria Teresa Esteban (Orgs.).

Os autores que compõem esse livro, por sua experiência e contribuição à educação, já garantem a relevância do tema. Especialistas de várias áreas do currículo reúnem-se para apontar princípios essenciais da prática avaliativa formativo-mediadora. Discutem, dentre outros temas, as concepções que regem o fazer avaliativo nas diferentes áreas do currículo, apontando para a especificidade da avaliação nessas áreas, o desafio da ética na avaliação e pedagogia de projetos versus avaliação. Indicado para gestores, coordenadores pedagógicos, professores do ensino fundamental e médio.

SUMÁRIO

Introdução

Avaliação do ensino e da aprendizagem

numa perspectiva formativa reguladora

Janssen Felipe da Silva

O paradigma das aprendizagens significativas

Aproximação necessária com a produção teórica

das ciências da educação

Avaliação como diálogo entre formas de ensinar

e percursos de aprendizagem dos alunos

Diversificar instrumentos de avaliação com

intencionalidade e sistematização

Considerações finais: apenas um discurso inovador?

Intencionalidades da avaliação

na língua portuguesa

Telma Ferraz Leal

Para início de conversa...

A escola tem um compromisso real com a vida diária

É preciso, portanto, pensar sobre o objetivo da avaliação!

Exemplo 1

Exemplo 2

Exemplo 3

Enfim...

De que avaliação precisamos

em arte e educação física?

Suzana Maria Barrios Luis

Aprender significativamente:

de que avaliação precisamos?

Ensinar, aprender e avaliar como

processo único: a avaliação formativa

O cenário da avaliação no ensino

de ciências, história e geografia

Jussara Hoffmann

O cenário educativo versus o cenário avaliativo

Avaliação em ciências, história e geografia

Tarefas avaliativas e análises adequadas

ao contexto de cada área

Como avaliar a disponibilidade do aluno

a novas aprendizagens e descobertas?

Princípios universais da avaliação mediadora

Planejamento e avaliação em matemática

Verônica Gitirana

Planejamento e avaliação

Uma proposta de mapeamento do desenvolvimento

A origem dos erros, o planejamento e instrumentos

de avaliação

Considerações finais

O trabalho com projetos e a

avaliação na educação básica

Menga Lüdke

Algumas características básicas dos projetos

E a avaliação como fica?

Concluindo

Pedagogia de projetos: entrelaçando

o ensinar, o aprender e o avaliar à

democratização do cotidiano escolar

Maria Teresa Esteban

Comparar e classificar: avaliar?

A diferença no centro do processo pedagógico

Avaliação escolar: diálogo com professores

Claudia de Oliveira Fernandes

Questões gerais: inovações no cenário educacional

O espaço da sala de aula e o professor

Descompasso entre discursos e práticas

O desafio da ética na avaliação

Jussara Margareth de Paula Loch

É preciso levar em conta o outro:

situacionalidade e subjetividade

Para além das reformas periféricas

dos sistemas de avaliação



Avaliação: mito ou um desafio?

Agosto de 1991

Ingressei na universidade defendendo a tese da avaliação enquanto mediação, tema que revitalizava na minha prova, cujo tema foi “Os especialistas de educação e a avaliação”: “o sentido fundamental da ação avaliativa é o movimento, a transformação. Os pesquisadores muitas vezes se satisfazem com a descoberta do mundo, mas a tarefa do avaliador é a de torná-lo melhor. O que implica num processo de interação educador e educando, num engajamento pessoal a que nenhum educador pode se furtar sob pena de ver completamente descaracterizada a avaliação em seu sentido dinâmico”.



Como diz Fiori, “o destino criticamente recupera-se como projeto” (In Freire, 1987, p.18). Apenas nesse momento dou-me conta de que essas palavras, distantes no tempo, corporificam-se, tomam vida, na construção de uma perspectiva mediadora da avaliação da aprendizagem.



Foram difíceis os primeiros tempos em avaliação...

Apesar de esse tema ser inserido no concurso, encontrei-me, na Faced, assim como entre os educadores do país, bastante solitária em sua defesa o que exigiu persistência e tenacidade diante da crítica de muitos acadêmicos quanto a estudos e pesquisas na área.



Em 1988 passei a desenvolver a disciplina “Avaliação no contexto educacional”, enfrentando severas críticas e temores dos colegas de que ela pudesse representar um retrocesso ao caráter tecnicista de medidas educacionais. Permaneceu sempre no currículo como disciplina opcional apesar da grande procura dos alunos pela disciplina. Depois de mais de 25 anos de pesquisas, percebo ainda a provisoriedade de tais estudos nos Cursos de Pedagogia e Licenciaturas e controvérsias entre os educadores quanto à importância da inserção de uma disciplina obrigatória e específica sobre avaliação nos cursos de formação de professores.



A partir dos anos 90, foi visível o ressurgimento da problemática da avaliação educacional. O despertar de uma consciência político/pedagógico de uma educação libertadora, provocou um olhar crítico dos educadores sobre a prática avaliativa seletiva e classificatória. E escolas e professores passaram a buscar orientação para ousar se contrapuser a tal prática, fato este que me levou a atender muitos convites para seminários, encontros e cursos de formação de professores sobre esse tema em todo o país. Esta procura só aumentou até este momento, bem como a ansiedade dos professores sobre como agir nas escolas diante das contínuas mudanças de normas, regimentos, decretos e leis.



Debatendo e pesquisando sobre um tema que me apaixonava, desencarcerei os fantasmas da avaliação, provocando os casos, as histórias dos professores, as confissões... Provoquei-os a falar, para assim poder objetivar a sua fala, refletir, analisar. Ouvi suas histórias e as transformei em estudo de casos; sugeri leituras como fundamentação às suas próprias críticas; revi e me aprofundei em suas histórias e comentários. A partir da análise de seus mitos e representações, do resgate do seu cotidiano, procurei constituir questões, organizar espaços e material de reflexão, no sentido de desafiá-los a ampliar perspectivas, a contestar as interferências que punham em risco a possibilidade de outra perspectiva para a avaliação.



Assim, a publicação do livro “Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista”, em 1991, corporificou a questão primeira dos meus estudos, delineando um enfoque construtivista e uma concepção libertadora para essa prática. Hoje publicado em formato de bolso para ser mais acessível a estudantes e professores, ainda é o livro mais procurado dentre as minhas obras (36ª ed.). Por meio dele conquistei inúmeros professores leitores e amigos em vários e longínquos lugares deste país.

















O que pensa Jussara Hoffman?



"ENSINO:



Nota zero para as provas



A pesquisadora Jussara Hoffmann discorda do sistema tradicional de avaliação utilizado nas escolas e sugere outros caminhos...

Zezinho tirou seis na prova e precisa melhorar. A Marcinha tirou nove e foi muito bem. O Paulinho está de parabéns: tirou 10. Quem passou pelos bancos escolares conhece bem esse velho discurso que sempre é feito pelo professor quando vai divulgar o resultado das avaliações para seus alunos. As notas são dadas como numa classificação e cada aluno é julgado de acordo com o desempenho no teste. O tempo passou, o mundo se transformou e a escola, que sente as mudanças lentamente, não ficou diferente. Quando a matéria são as práticas avaliativas, a pesquisadora gaúcha, Jussara Hoffmann, dá nota zero para o atual modelo e propõe um jeito diferenciado de avaliar o processo de aprendizagem que se dá em sala.

Batizado de avaliação mediadora, os estudos da pesquisadora nem são tão novos assim Jussara já trabalha com essa perspectiva há 25 anos e foram reafirmados por ela, na última semana, durante uma palestra realizada para estudantes de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná (Unopar). No mundo, eles são ainda mais antigos datam do início da década de 1970, estão assentados nas teorias de intelectuais como Jean Piaget e L.S. Vigotski e têm por referência o papel do professor no processo avaliativo. ''Esse modelo pretende enfatizar a importância da intervenção da avaliação como uma intervenção pedagógica no acompanhamento do aluno. A avaliação classificatória (tradicional) tende muito mais a um julgamento do desempenho do estudante.

O professor ainda se sente muito no compromisso de, ao avaliar o aluno, responder para a sociedade, para escola, para os pais, para o próprio aluno e para ele próprio, se o aluno aprende ou não aprende'', observa Jussara. Arquivo Folha/14/03/2004

Dentro de um novo modelo, o papel do professor é ampliar as estratégias para apreensão do conteúdo Jussara Hoffmann: ‘‘É preciso investigar de que jeitos os alunos aprendem e que outras formas existiriam para ensiná-los’’

Já essa outra forma de avaliação preocupa-se não em descobrir se o aluno aprendeu ou não, pois essa é uma discussão encerrada uma vez que todos os alunos aprendem sempre e muitas coisas. A avaliação mediadora ultrapassa esse limite e investiga questões outras bem mais fundamentais para a educação: ''é preciso investigar de que jeitos os alunos aprendem, em que tempos aprendem com que outras pessoas aprendem, que outras formas existiriam para ensiná-los''. ''Este é o mister, a função, do processo avaliativo na escola'', ensina a pesquisadora.

O papel do professor, nessa perspectiva, é o de promover novas estratégias, possibilidades e alternativas pedagógicas para ampliar as possibilidades de apreensão do conteúdo. As avaliações passam a ser usadas não para classificar em ordem decrescente os alunos, mas a interpretação do conjunto de respostas dadas serve para o educador replanejar, interativamente, suas ações pedagógicas para possibitar que toda a classe evolua. ''Mediação é desafio, é diálogo de pensamento, é pensar como o aluno pensa e provocá-lo no sentido de desafios significativos'', aponta Jussara.

O caminho das pedras pressupõe analisar a avaliação sob três aspectos principais que são: análise epistemológica, ou seja, como se dá a aprendizagem de uma dada noção, em que medida o aluno está compreendendo tal noção e como fazer para facilitar a compreensão; análise didática que consiste em definir se as estratégias e recursos utilizados foram adequados à classe, à estrutura da escola e ao tempo disponível; análise relacional que se presta a apurar se o professor se relaciona bem com os alunos, se seus alunos também têm um bom relacionamento entre si e se todos estão bem adaptados à escola.

Mas por que essa orientação já não é regra nas escolas brasileiras?

Na avaliação da pesquisadora a avaliação mediadora não foi absorvida porque a educação é, por natureza, a mais conservadora entre todas as ciências. ''Ela traz essa cultura da tradição, do saber histórico e o professor ainda está muito preso à sabedoria, às suas certezas. A própria sociedade cobra isso dele'', assinala Jussara. Além disso, continua a educadora, a sociedade nutre uma ansiedade em relação às futuras gerações e vê na educação a saída para suas crises. E o resultado é que as famílias tendem a reproduzir e valorizar o modelo que tiveram. ''O pai tende a querer reproduzir em relação a seu filho a escola que teve. Ele vai querer que o filho fosse o modelo do que foi. “E com isso, a educação está sempre uns trinta anos defasados de toda e qualquer transformação’’, conclui.”



Luciano Augusto - Reportagem Local - Folha de Londrina Unopar na Mídia





Este resumo consiste em um trabalho realizado por Fatima Christina Labruna Moreira Santos a respeito da obra de Jussara Hoffmann sobreo tema Avaliação Educacional, e é apresentado em forma de tópicos com vistas a facilitar a síntese máxima de informações para o leitor. Algumas funções da avaliação segundo Fatima Christina Labruna Moreira Santos- Avaliação como possibilidade de melhoria e intervenção no cotidiano escolar; - Avaliação como instrumento de diálogo das instâncias componentes do ambiente de aprendizagem das escolas (processo de trocas entre professores e alunos e, entre alunos e alunos); - Avaliação com atribuição classificatória e competitiva (modelo padrão, característica do último século); - Avaliações quantitativas (testagem objetiva, muito utilizada na Psicologia Escolar)- Avaliação mediadora (critica a avaliação classificatória e competitiva, dá a maior prioridade possível aos resultados coletados); - Avaliação como processo investigativo (Objetiva o desenvolvimento de um processo de mudança, o qual deve ser: lento, tendo em vista que é um processo ético, e que contém em si um juízo de valor); - Avaliação como processo de acompanhamento (e não mais de Julgamento); - Avaliação como instrumento político, avaliação controladora e classificatória (estes três adjetivos dão conta do que foi a avaliação neste século);- Avaliação significativa ( Registrar mais dados significativos do que os classificatórios – os professores tem que ter um compromisso ético de acompanhar os alunos e sua história ) .Considerações feitas por Jussara Hoffmann sobre avaliação :- A avaliação não pode ser instrumento de punição mas de diálogo;- Todo processo de mudança deve ser lento . Processo avaliativo contém juízo de valor, de acompanhamento do desenvolvimento do ser humano; - Processo avaliativo nada mais é que esse processo ético, porque o professor está comprometido com os juízos de valor que emite sobre o aluno; - Nós transformamos uma escola via processo avaliativo, porque discutindo com os professores, os princípios avaliativos nós acabamos reformulando currículos, metodologias procedimentos, a própria estrutura da escola, o dentro e o fora da escola, travando maior relação com, os pais e a comunidade; - Nós buscávamos até agora a objetividade, a precisão, a justiça, o homogêneo, tudo que fugia a regra era ruim



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Hoje nós procuramos perceber o diferente nos alunos e professores, não como ruim, mas apenas como diferente; - Tornar esses alunos aptos a buscarem e criticarem informações com autonomia intelectual e moral frente às imagens que o mundo lhes apresenta; - A avaliação deixa de ser o julgamento do desempenho alcançado pelo aluno para ser, então, a própria intervenção do processo; - A avaliação não vai deixar de estar ligado ao controle na escola, controle esse em benefício da aprendizagem do aluno, em benefício da escola e do próprio professor; - A verdadeira Autoavaliação é aquela que permite ao aluno tomar consciência sobre os seus processos de conhecimento; - Com gente, temos que cultivar mudanças, regando lentamente; - Nós temos conflitos nas escolas que se dão sadiamente no encontro entre as práticas tradicionais e as novas práticas, são compreensíveis que as pessoas queiram seguir velhas práticas, não é fácil aventurar-se no desconhecido; - Algumas escolas mudaram na faixa da Educação Infantil, onde atuam professores mais jovens, mas continuam com o currículo tradicional de 5ª a 8ª série e no segundo grau, muito preocupadas com a questão do vestibular; - Enem (processo classificatório, avaliar o Ensino Médio e dar os primeiros passos para um novo instrumento de seleção para o ensino superior ••.







Quem procura um médico está em busca de pelo menos duas coisas, um diagnóstico e um remédio para seus males. Imagine sair do consultório segurando nas mãos, em vez da receita, um boletim. Estado geral de saúde nota 6, e ponto final. Doente nenhum se contentaria com isso. E os alunos que recebem apenas uma nota no final de um bimestre, será que não se sentem igualmente insatisfeitos? Se a escola existe para ensinar, de que vale uma avaliação que só confirma "a doença", sem identificá-la ou mostrar sua cura?

Assim como o médico, que ouve o relato de sintomas examina o doente e analisam radiografias, você também tem à disposição diversos recursos que podem ajudar a diagnosticar problemas de sua turma. É preciso, no entanto, prescrever o remédio. "A avaliação escolar, hoje, só faz sentido se tiver o intuito de buscar caminhos para a melhor aprendizagem", afirma a consultora Jussara Hoffmann.





Denise Pellegrini.



Avaliação escolar: o que significa?







Em nosso cotidiano estamos constantemente avaliando e sendo avaliados por aqueles que conosco estabelecem processos de interação,

Mesmo que muitas vezes não o percebamos conscientemente. Há, entretanto, um espaço onde essa avaliação determina muitas vezes o destino dos sujeitos: a escola. A avaliação escolar é explicitada através das notas que os alunos conseguem obter, porém, a forma pela qual essa avaliação é representada pelos professores, frequentemente vem provocando sérios prejuízos àqueles que a ela são submetidos. A desvalorização por boa parte dos professores dos conhecimentos que os alunos trazem de sua vivência no cotidiano faz com que muitas vezes estes fiquem quase que totalmente desmotivados para a aprendizagem que deles vai ser exigida pelo currículo escolar. Se o aluno não conseguiu apreender os conhecimentos e competências que a instituição pretendia que ele o fizesse, é classificado como fracassado. Esteban (2001) dá sua contribuição ao constatar que a forma pela qual o saber e o não saber são vividos no cotidiano escolar torna-se relevante para a compreensão dos mecanismos que possibilitam a construção do sucesso de alguns e o fracasso de muitos. Os saberes construídos fora do contexto escolar perdem sua validade na escola, uma vez que só são valorizados os padrões determinados pela instituição, e o aluno da camada social menos favorecida, fracassa diante da expectativa a seu respeito. A escola determina quais as competências que o aluno deve adquirir. Enfatiza a autora que a avaliação tem estreita relação com a interpretação que o professor faz das respostas dadas pelos alunos e é especialmente significativa, no caso das crianças que chegam a escola portando estruturas de compreensão diferentes daquelas aceitas pelas normas estabelecidas. Usualmente a avaliação é vista pelo aluno um ato unilateral para promoção, e não como parte constituinte do processo de ensino – aprendizagem e, para muitos professores, é mais um ritual exigido pela escola, tendo em vista a premiação dos melhores. Isso faz com que a avaliação seja vista pelos educandos como um castigo e, muitas vezes, pelos professores como um meio de demonstrar sua autoridade, punindo o aluno pelos erros que muitas vezes ele próprio provocou. Neste estudo assumimos a concepção de avaliação formativa de Perrenoud. A prática avaliativa, que ocorre na maioria das instituições, dá maior ênfase aos aspectos quantitativos. Avaliar qualitativamente significa valer-se, não apenas de dados quantificáveis, mas utilizar estes dados dentro de um quadro mais amplo, onde o envolvimento e comprometimento do professor são fundamentais. Através dessa prática, educando e educador, são colocados frente às suas expectativas. Nesse tipo de avaliação o educador deixa de ser um coletor de dados quantificáveis para se tornar um investigador da aprendizagem do aluno, da forma pela qual estão aprendendo e do que fazer para melhora-la, interpretando os fatos dentro de um quadro de valores que fundamentam sua postura. Zacur (1993) põe em destaque a contribuição que Vigotsky deu à compreensão do fracasso escolar, ao mostrar que a avaliação inadequada não prejudica apenas a aprendizagem do aluno, mas, também traz como consequência, prejuízos ao seu desenvolvimento. Avolumam-se os efeitos destrutivos em diferentes níveis: em nível afetivo, perda da autoestima; em nível cognitivo, negação do já construído; em nível volitivo; submissão ao controle do outro, ou seja, a criança reprovada é obrigada a voltar a estaca zero e, de fracasso em fracasso, passa realmente a acreditar que de fato é incapaz. Perrenoud (1999) evidencia que a avaliação escolar, mais cedo ou mais tarde, cria hierarquias de excelência em função das quais se decidirá o prosseguimento no curso seguido, o papel na sociedade e, também, a entrada no mercado de trabalho. Enfatiza que o que separa o êxito do fracasso é um ponto de ruptura. Introduzido em uma classificação e, qualquer que seja sua justificativa teórica ou prática, esta ruptura introduz uma dicotomia no conjunto de alunos. Se estiver acima do patamar do ponto de ruptura tem êxito, se estiver abaixo deste ponto é considerado como fracassado. A avaliação escolar vem se constituindo em um problema há longa data e, desde sempre, vem excluindo a grande maioria da população do acesso ao saber. Estigmatiza a ignorância de alguns para melhor celebrar a excelência de outros. É ela quem decide quem continuará estudando, o papel que desempenhará na sociedade, bem como quem entra no mercado de trabalho e quem fica no meio do caminho (Perrenoud, 1999). Acreditamos, pelo contexto apresentado, que esses sentidos não vêm indicando uma compreensão do importante papel que a avaliação formativa desempenha no processo ensino - aprendizagem. Pensamos com Afonso apud Esteban (2001) que "inverter a representação distorcida e errada sobre a avaliação formativa é difícil, numa época como a atual em que a ideologia neoliberal vem ganhando adeptos ao pôr a tônica em formas de avaliação estandardizadas e ao valorizar apenas os resultados mensuráveis, quantificáveis e supostamente mais objetivos"





Marlene Mendes de Castro Santos





Processo de Avaliação





Processo de Avaliação-Carolina Blaya

Introdução



O temo avaliação deriva de a palavra valer, que vem do latim vãlêre, e refere-se a ter valor, ser válido. Conseqüentemente, um processo de avaliação tem por objetivo averiguar o "valor" de determinado indivíduo.



As práticas de avaliação do nosso sistema educacionais constam principalmente os conteúdos das áreas e disciplinas. Aprender é, sem dúvida, dominar conteúdos e também mobilizar esses saberes para o domínio de competências acadêmicas. Porém, aprender/avaliar não se restringe à dimensão cognitiva. Integra, indissociavelmente, conhecimentos, capacidades, comportamentos e atitudes, e ainda constituem objeto de avaliação as áreas curriculares não disciplinares. Para tanto usaremos o termo de "processo de avaliação" como um conjunto de instrumentos capazes de quantificar a avaliação.



A teoria curricular construída nos últimos anos à luz das abordagens construtivistas tem tornado evidente a importância da avaliação como um componente intrínseco do processo curricular. Não é possível dissociar o processo de ensinamento do processo de avaliação. A desarticulação existente entre currículo-avaliação tem sido um problema que contribui para incoerência entre o discurso e as práticas de avaliação adotadas por algumas instituições. Preconiza-se então a utilização de uma variedade de modos e instrumentos de avaliação adequados à diversidade e natureza das aprendizagens que se pretendem promover e que permita apreciar a evolução global dos alunos.



Tipos de avaliações



Existem pelo menos três tipos de avaliação, que combinados de uma forma harmônica e adequados para o grupo de alunos, são capazes de compor o processo de avaliação.



A Avaliação Classificatória/ Somativa , como próprio nome indica, tem como o objetivo representar um sumário, uma apresentação concentrada de resultados obtidos numa situação educativa. Pretende-se traduzir, de uma forma quantificada, à distância em que ficou de uma meta que se arbitrou ser importante atingir. Essa avaliação tem lugar em momentos específicos ao longo de um curso, como por exemplo, no final de um ano letivo.



A Avaliação Formativa é a forma de avaliação em que a preocupação central reside em coletar dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem. Trata-se de uma "bússola orientadora" do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação formativa não deve assim exprimir-se através de uma nota, mas sim por meio de comentários.



A Avaliação Diagnóstica tem dois objetivos básicos: identificar as competências do aluno e adequar o aluno num grupo ou nível de aprendizagem. No entanto, os dados fornecidos pela avaliação diagnóstica não devem ser tomados como um "rótulo" que se cola sempre ao aluno, mas sim como um conjunto de indicações a partir do qual o aluno possa conseguir um processo de aprendizagem.



Observa-se que na prática, as formas de avaliação que são adotadas por determinada instituição, constituem indicadores bastante seguros da filosofia que orienta o processo de ensino-aprendizagem dessa instituição. Aquelas que privilegiam práticas de avaliação Somativa, são as instituições que pretendem discriminar a aquisição por parte dos alunos, daqueles objetivos necessários a atingir. Baseia-se na premissa de uma escola meritocrática, isto é, oferecendo-se a todos o mesmo ensino, logicamente sobreviverão e obterão melhores resultados aqueles que tiverem mais mérito, forem "mais dotados", mais esforçados. A responsabilidade do seu fracasso ou êxito é do próprio aluno, considerando que é missão da escola, além de ensinar, selecionar os mais aptos. Nesse modelo não se questiona a existência de currículo, metodologias ou relação pedagógica poder ser mais ou menos adequada àquele determinado aluno. Se a escola, instituição ou professores admitem a possibilidade de que lhes cabe uma quota de responsabilidade nos resultados obtidos pelos alunos, então o modo como se orienta o processo educativo e a avaliação adquire outros significados. Dessa forma, se recorre à avaliação formativa com o intuito de fornecer ao professor e ao aluno pistas para melhorar a atuação de qualquer um deles. Ainda, utiliza-se escala de graduação menos ampla, menos discriminatória, como por exemplo, por conceitos, e incentivam os professores para contribuir com o sucesso de todos os alunos e o desenvolvimento de suas possíveis competências.












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