domingo, 2 de outubro de 2011

Alborghetti - 3 coisas que vc só faz uma vez na vida

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

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Haddad anuncia pós-graduação de graça para professores da rede pública


 


 


 


 


 

O ministro da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (30) a criação de um "Fies do professor", por meio do qual os docentes de escolas públicas poderão fazer cursos de mestrado e doutorado em educação de graça em instituições privadas.

O anúncio foi feito durante um evento sobre educação infantil, feito pelo sindicato municipal dos trabalhadores na educação infantil de São Paulo.

Segundo o MEC (Ministério da Educação), o regulamento do programa será definido nos próximos dias, mas, a princípio, o professor que trabalhar na rede pública terá a dívida abatida "automaticamente".

Fernando Haddad fala ao UOL


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Anúncios de impacto

Haddad assumiu a pré-candidatura no começo de agosto e tem feito, desde então, anúncios de impacto na área da educação.

Durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no começo do mês, Haddad disse que pretendia distribuir tablets para alunos de escolas públicas a partir de 2012. Ele não soube dizer, na época, quantos equipamentos seriam comprados, mas afirmou que o volume seria de "centenas de milhares".

No dia 13, o ministro tornou público que o MEC estuda ampliar o total de dias letivos nas escolas brasileiras –atualmente, em 200 dias. "Ou ampliamos o número de horas por dia ou, caso não haja infraestrutura para isso, aumentamos o número de dias letivos. Mas essas alternativas não são excludentes", afirmou Haddad, na época.

Questionado, o MEC afirmou que não há relação entre a pré-candidatura e os anúncios.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ALCKMIN É CONTRA REDUZIR NÚMERO DE AULAS DE PORTUGUÊS


 

O governador Geraldo Alckmin é contra diminuir a carga horária das disciplinas de português e matemática na grade do ensino médio, como sugere a proposta de matriz curricular enviada pela Secretaria de Educação a toda a rede. 'É uma discussão, não há nenhuma decisão quanto a isso, mas, se pudéssemos, deveríamos aumentar', disse ele.

Para o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, instigar a discussão é o que importa. 'A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) prevê 12 disciplinas em 30 horas de aula. Como fazer isso na estrutura que temos? É esse debate que queremos fomentar', afirmou.

Voorwald acredita, ainda, que o número de aulas de português e matemática não é o mais relevante.

'Com a grade do jeito que está, nós estamos bem em português e matemática? Não! Isso mostra como a questão é mais complexa do que uma hora a mais ou a menos de aula. '

O resultado do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado (Saresp) mostrou que 57% dos alunos do ensino médio estão abaixo do básico em matemática e 38% não absorveram conteúdos mínimos em português.

Para o secretário, a melhora do ensino depende, em primeiro lugar, da valorização do docente. 'Se ele não estiver preparado e motivado, nada funciona. É um trabalho em cadeia: é preciso bons professores, infraestrutura apropriada e bom currículo. '

Modelo
Diminuir a carga horária é uma estratégia para que disciplinas como sociologia e filosofia ganhem mais espaço na grade e, também, para que seja feita a inserção de conteúdos que hoje não integram o currículo, como as aulas de língua espanhola.

A distribuição das disciplinas prevê a estruturação do ensino em três ênfases: linguagem; matemática e ciências da natureza; ou ciências humanas.

Nesse formato, todos terão menos aulas de português e matemática, mas a queda varia conforme a área.

A idéia é que, nas escolas em que haja pelo menos três turmas do 3.º ano, os alunos possam optar por uma das áreas de conhecimento.

Nas unidades que não tiverem número suficiente de classes, a proposta prevê grade curricular com distribuição equitativa entre as três áreas.

PARA ENTENDER
Na divisão por ênfase, o aluno do diurno que optar pelo estudo da linguagem terá, durante três anos, 120 aulas a menos de português (de 560 para 440) e 160 de matemática (de 560 para 400). Mas assistirá ao dobro de aulas de sociologia (de 120 para 240).

Quem escolher matemática e ciências da natureza terá 160 aulas de português e 120 de matemática a menos. Por outro lado, aumentam em um terço as de física e química (de 240 para 320).

A maior queda se dará para quem optar por ciências humanas, com 200 aulas a menos de português e matemática (queda de 36%). Mas aumentam as aulas de filosofia (de 160 para 240) e sociologia (de 120 para 320 aulas).

As informações são do Estadão